quarta-feira, 11 de junho de 2014

Osculum Obscenum - Body Hurting Art - 2003 - REUPADO




Banda: Osculum Obscenum
Album: Body Hurting Art
Ano: 2003
Estilo: Black Metal/Grindcore * Satanism, Sex, Sadomasochistic, LaVey
Local: (Santa Catarina) - Brasil
site: http://www.myspace.com/osculumobscenumdiscipline
 

Membros
Carnifex Flagellum Cristus - Vocals
Toxic Carnage (aka Araldi) - Guitar (Bauopfer)
XXX (aka Beelzebub) - Guitar (Misdeed (Bra))
Chagash - Bass (Austhral, Soulscourge)
Adamantos Flagellum Cristus - Drums

Faixas:
1. Intro 00:48
2. Prince Albert 01:35
3. Enraptured by War 02:22
4. Jesus Gay 02:54
5. Hail the Lesbians 02:37
6. Szandor (into my heart and my vein) 04:18
7. Caligula Imperium 01:50
8. Bleeding like Abel 03:17
9. Orgasmaniac 02:24
10. U.N.G.O.D. 02:24
11. The Praise (Oh Satanas)
12. Shibary 02:43
Total playing time 30:54



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Notas:
Extraída de um dos gêneros mais fétidos da história da música, é necro como poucos ainda se aventuram a fazer, violento como o estilo tem que ser, o OSCULUM OBSCENUM balançou as estruturas do cenário Black Metal Nacional com o lançamento do maravilhoso Body Hurting Art. Porém após isso a banda não lançou mais nada ganhando status de banda cult.

A entrevista a seguir é momento raro. Falamos com Carnifex Flagellum Cristus, vocal e açougueiro do próprio corpo, que durante essa semana em que trocamos emails e conversamos, se mostrou um cara fantástico, sempre solícito e disposto a ajudar na realização dessa matéria.

Portador de uma doença gravíssima para os dias de hoje chamada Autenticidade, Diego nos mostra um pouco de como pensa o monstro chamado Carnifex e fala como anda a entidade Osculum Obscenum.

Em primeiro lugar gostaria de agradecer por aceitar fazer a entrevista e gostaria de começar falando um pouco das suas referências. Qual foi o seu primeiro contato com o black metal?

Saudações Intervalo Banger!!! Bom, meu contato com Black Metal deve ter sido entre 89/90… Uma época em que não existia a moda e que o Black Metal havia literalmente se tornado um estilo muito undreground, já que as primeiras bandas haviam acabado ou abandonado o estilo. Creio que as bandas que me impulsionaram a praticar black metal tenham sido o MORBID ANGEL e com certeza o SARCÓFAGO! Tenho muito orgulho em dizer que foram essas bandas que realmente me fizeram ficar interessado por esse estilo de música!

Como foi o processo de criação do OSCULUM OBSCENUM? Quais bandas te inspiraram e como foi decidir usar o SM como identidade visual para a banda?

Em 1993 estávamos com nossas primeiras bandas black metal (a primeira chamava-se BLACK CHRIST, e a segunda CAIBALION). Praticávamos um black metal tradicional, lembrando às vezes MAYHEM, às vezes ROTTING CHRIST, às vezes SARCÓFAGO. Tinhamos muita necessidade de termos nossa própria filosofia, botar nossas personalidades junto à banda.

Strangulation - Between Nothing And Eternity - 1995 - REUPADO

BANDA: Strangulation
ALBUM: Between Nothing And Eternity
LOCAL: SÃO PAULO - SP
ANO: 1995
GÊNERO: DEATH METAL DE PRIMEIRA QUALIDADE
ATIVA: PORRA NENHUMA, INFELIZMENTE ACABOU!

MEMBROS:
Fernando Moracci - bass/vocals
Alexandre Pignata - guitars
Eduardo Hirata - guitars/keyboards
Mário Bibiano - drums

FAIXAS:
1. Lives
2. Silent Dead Emotion
3. One More Trick
4. Infinite Existences
5. Unconsciousness
6. Problems Remains
7. Spiritual Healing (Cover da banda DEATH)
8. Hubris (PY)
9. Memorial
10. Meet You Again
11. Lost Healing Hope

  
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Strangulation - Between Nothing And Eternity - 1995

Notas:
Um puta banda que infelizmente rendeu apenas um unico album.
Tive o prazer de comprar esse cd diretamente com a banda na época...
Poucos conseguiram atingir o grau de profissionalismo desses mestres.
É o tipo de material que vale muito a pena ter em mãos.

domingo, 8 de junho de 2014

Mysteriis - About The Christian Despair - 1999 - REUPADO

Banda: Mysteriis
Album: About The Christian Despair
Ano: 1999
Estilo: Black Metal
Local: Rio de Janeiro - Brasil

Membros:
Agares: Satanic voices
Mantus: Infernal guitars
Malphas: Dark poetry & drums
Agramon: Nocturnal bass

Faixas:
1. Ave Mysteriis (Baphomet Signs)
2. A Song For Anu
3. Feeling The Ancient Hordes Of The Abyss
4. Blasphemy Calls
5. The Valley Of Triumphant
6. Nocturnal Celebration
7. Diabolical Cosmos Dimensions
8. Sobre O Desespero Cristão (Outro)



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Mysteriis - About The Christian Despair - 1999 
www.4shared.com/rar/N_mb5QAg/Mysteriis_-_about_the_christia.html


Notas:
Sua primeira formação foi com Agares cantando, Mantus na guitarra, St. Damned no baixo e Malphas tocando bateria. Gravaram a primeira demonstração em janeiro de 1999 chamada de Dreaming With The Darkness Cold. Dois meses depois, a banda lança a segunda demonstração, mas desta vez com um novo baixista, Agramon.
Fazendo sucesso, o Mysteriis recebe a proposta da gravadora de Minas Gerais Demise Records para lançar o primeiro disco de estúdio. Em agosto, o disco sai e recebe o nome de About The Christian Despair. O trabalho contou ainda com a criação gráfica da artista da Inglaterra Sandy Gardner e com a produção de Tarso Senra, que já trabalhou com artistas como Sarcófago, Dorsal Atlântica, Ratos de Porão e Sepultura.
Em junho de 2000, a banda lança um EP com nome Fucking In The Name Of God que contém uma regravação da canção Transilvanian Hunger da banda norueguesa Darkthrone. O lançamento também marca o início do trabalho de um segundo guitarrista, Troian, e a efetiva participação do tecladista Blitzgork, que antes apenas tocava sem ser um membro sólido. Oto Ayres participou como diretor da primeira canção do EP e Michelle Mania fez a voz feminina presente no EP.
Após a saída do baterista Malphas e do tecladista Blitzgork (por incompatibilidade ideológica e falta de dedicação) e o baixista Agramon (por motivos pessoais), a banda passou a ser constituído por; Agares (cantor), Mantus (bateria), Troian (guitarra), Veltis (guitarra) e o baixista Satanachia.
O Mysteriis ainda participou do CD de tributo à banda Sarcófago lançado em 2002 pela gravadora Cogumelo Records.

Mysteriis - Fucking In The Name Of God - 2000 - REUPADO


Banda: Mysteriis
Album: Fucking In The Name Of God
Ano: 2000
Estilo: Black Metal
Local: Rio de Janeiro - Brasil

Membros:
Agares - vocals
Mantus - guitar
Troian - guitar
Agramon - bass
Malphas - drums
Blitzgork - keyboards
Michelle Mania - female vocals

Tracks:
1. Proving The Reality Of Purity 03:23
2. Fucking In The Name Of God 05:42
3. Hysterical Zero Hymn 03:51
4. Die Christ 01:22
5. Transylvanian Hunger (Darkthrone cover)
6. Ave Mysteriis (Demo, Bonus Track) 03:49
7. A Song For Anu (Demo, Bonus Track) 03:49
8. Nocturnal Celebration (Demo, Bonus Track) 04:23
9. The Valley Of Triumphant (Demo, Bonus Track) 05:10
Total playing time 38:12


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                   Mysteriis - Fucking In The Name Of God


Notas:
Ep lançado após seu debut... Uma prova do que o Mysteriis já reservava para seus fãs.
Perfeito material.
Hoje raro, muito raro de se encontrar.

Lacerated and Carbonized - The Core of Disruption - 2013

Banda: Lacerated and Carbonized
Album: The Core of Disruption
Ano: 2013
Gênero: Brutal Death Metal
Local: São Paulo

Membros:
Jonathan Cruz – Vocals
Caio Mendonça – Guitars
Paulo Doc – Bass/Backing
Victor Mendonça – Drims/Percussion

Faixas:
01. L.A.C.
02. Third World Slavery
03. Awake The Thirst
04. O Ódio e o Caos
05. Unnatural Aggression
06. The Candelaria Massacre
07. Blooddawn
08. Call For Blood
09. Final Enclosure
10. Corrupt Foundations
11. System Torn Apart

 

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Lacerated and Carbonized - The Core of Disruption

Notas:
The Core of Disruption já é incrível pela bela capa feita por Caio Mendonça que mostra a dura realidade da cidade "maravilhosa", recheada de violência, desigualdades sociais, além da corrupção, que não é uma exclusividade dos cariocas, mas que também faz parte do dia a dia da cidade em contraste com a beleza das praias e simpatia do povo do Rio.  É com este cenário, recheado de contrastes, que essa excelente banda de Death Metal do Rio de Janeiro, obteve inspiração e elementos para a composição deste 2º álbum do Lacerated and Carbonized (L.A.C.) que se destaca já há muito tempo entre as bandas de Death Metal Brasileira.
As letras ficaram a cargo de Paulo Doc, as músicas foram trabalhadas por todos os integrantes e a produção encabeçada por Caio Mendonça, mas com participação dos demais integrantes do L.A.C.

A faixa L.A.C. que representam as iniciais da banda abre o CD  (com participação de Max Moraes na guitarra), musica curta e literalmente grossa, sem frescura e já demonstra o que será encontrado por todo o CD.  Brutalidade, Velocidade e muita Técnica.
O CD é brutal, veloz, mas a técnica explorada pela banda impede que ele seja reto do início ao fim e isso pra mim é perfeito, pois não se torna um CD chato ou enjoativo, pelo contrário é do início ao fim faixas bem trabalhadas com ótimas cadências e alternâncias comprovadas em Awake The Thirst (participação de Felipe Eregion - Unearthly), O Ódio e o Caos (participação de Felipe Cheuhan), Final Enclosure a mais cadenciada e Unnatural Aggression que tem uma pegada e elementos do Death Metal Moderno e de alto nível evidenciando a qualidade e versatilidade da banda de explorar e agregar novos elementos ao som da banda sem perder a essência do L.A.C., sendo brutal e veloz, mas também técnico com ótimos riffs de guitarra e alternâncias na bateria.
The Candelaria Massacre tem um misto de brutalidade e melodia, que demonstra o seu ápice com os vocais de Guilherme Sevens (Painside) sacramentando a proposta mais melódica desta faixa.
Third World Slavery e Call for Blood e seus elementos de percussão, que é bom frisar "sem excessos" e tudo bem dosado, mostram o bom gosto e inteligência na construção musical da banda, além do belo trampo executado por Victor Mendonça com a batera. Em Corrupt Foundations a banda traz violão e percussão numa faixa instrumental que culmina na agressiva System Torn Apart que fecha perfeitamente o CD, marcada por riffs avassaladores, batera alternando entre velocidade, metrancas, mas cadência e técnica, solos bem executados e vocais guturais de Jonathan Cruz que estão totalmente adequados e bem encaixados nas faixas.


The Core of Disruption foi masterizado e mixado na Alemanha por Andy Classen no Stage One Studios.  Isto permite o Lacerated and Carbonized a escrever mais uma página importante e marcante na história do Metal Brasileiro, além de presentear aos Headbangers e amantes do Death Metal brasileiro com um registro maduro, coeso e brutal.
Enfim se for a um show do L.A.C. esteja preparado pra moer muita carne, pois é musica extrema feita com técnica, mas com altas doses de brutalidade e violência.

Cólera - Pela Paz em Todo Mundo - 1986

Banda: Cólera
Album: Pela Paz em Todo Mundo
Ano: 1986
Estilo: Punk, bom pra caralho!
Local: São Paulo

Membros:
Redson - vocal/guitarra
Pierre - bateria
Val - baixo

Faixas:
  1  Medo
  2  Funcionários
  3  Somos Vivos
  4  Alternar
  5  Multidões
  6  Direitos Humanos
  7  Guerrear
  8  Vivo na Cidade
  9  Humanidade
  10  Alucinado
  11  Continência
  12  Não Fome!
  13  Adolescente
  14  Pela Paz
  15  Em Setembro
  16  Senhor Dirigente
  17  Dê o Fora
  18  Vida Desgraçada



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Cólera - Pela Paz em Todo Mundo

Notas:
Pela Paz em Todo Mundo é o segundo álbum de estúdio da banda de punk rock brasileira Cólera, lançado em formato LP pelo selo Ataque Frontal em 1986. Vendeu 85.000 cópias.

Foi relançado em CD tendo como faixas-bônus o EP Dê o Fora de 1986.
Na capa amarelona com um mapa mundi estampado, a frase “Pela Paz em Todo Mundo” em seis idiomas. Esqueça o destroy pelo destroy dos Sex Pistols ou o amor adolescente dos Buzzcocks e das bandas emos da nova geração. Quando se fala em Cólera, fala-se naquele punk engajado e utópico no qual três acordes podem mudar o mundo e um disco pode ser uma pequena revolução. “Pela Paz em Todo Mundo” é um dos mais sérios candidatos a melhor disco do punk nacional. Tá, tudo bem, “Mais podres do que nunca” do Garotos Podres é um clássico, mas a qualidade da gravação é péssima, assim como de “Crucificados pelos Sistema” do Ratos. “Pela Paz” foi tão bem sucedido que vendeu cerca de 85 mil cópias, um recorde para um disco independente.

Em 1986, poucas bandas punk eram tão organizadas quanto o Cólera: eles já tinham gravado um disco(“Tente Mudar o Amanhã”, de 1984) e estavam prestes a ser a primeira banda da nossa cena a excursionar pela Europa(o que rolou em 1987). Formada em 1979, pelos irmãos Redson (Edson Lopes Pozzi, guitarra e vocais) e Pierre (Carlos Lopes Pozzi, bateria), o trio explosivo era completado por Val no baixo. Muito antes de todos holofotes apontarem para a questão ambiental aqueles garotos do subúrbio gritavam pela salvação da terra e do homem. A bolachinha vinha acompanhada da “Declaração Universal dos Direitos Humanos” e mais um manifesto surpreendentemente bem articulado chamado “Registro Arqueológico Sobre o Século XX”, que era como se alguém no futuro explicasse o mundo no qual aqueles moleques ralavam nos anos 80. Tínhamos acabado de sair da ditadura, a Guerra Fria ainda rolava solta, Rambo era um herói no cinema e Sarney se divertia brincando com a nossa inflação. Ninguém falava dos BRICS e “O Brasil é o país do futuro” era uma citação irônica numa música da Legião Urbana. Nesse cenário, parecia que o futuro era mesmo uma cena do apocalíptico “Blade Runner”. É ai que nossa audição começa.

“As vezes tenho medo/As vezes sinto minha mão/Presa pelo ar/E quando olho em volta/Encontro uma multidão/Presa pelo ar”. Síndrome do pânico? Ansiedade? Doenças do século XXI? Já estava lá, no primeiro clássico do disco, “Medo”(Que anos mais tarde seria regravada pelo Plebe Rude). A voz era um pouco desafinada, mas cheia de emoção. As letras não eram apenas críticas sociais ou clichês contra igreja, polícia e governo. Elas tinham um lirismo e alternavam momentos mais reflexivos como “Somos Vivos” e criativos como “Alternar”(na qual Redson reclama que precisa trabalhar, mas eles te obrigam a usar roupa social, gravata, sapato e cabelo “lau-lau”. Que jovem rebelde nunca ficou puto, por ter que ir pro trabalho todo engomadinho?). As críticas às instituições também estão lá nas pacifistas “Guerrear” e “Continência” ou na direta “Não Fome”.

Ao longo de “Pela Paz em Todo Mundo” você caminha pelas ruas esburacadas de São Paulo, pega o trem do subúrbio e presta o serviço militar, tudo ao som de uma bateria rápida, riffs grudentos de guitarra, um baixo ritmado e refrões empolgantes para serem cantados em coro. E o teor inflamável só aumenta nas duas últimas canções; primeiro “Adolescente”, que foge dos temas punks comuns e na sequência “Pela Paz”, talvez a melhor música do Cólera, um grito pacifista, cheio de fúria, que faz valer a frase destacada no encarte “Ser Pacifista é não fechar os olhos perante a violência”.

Pacifismo, ecologia, hinos da juventude e lirismo. Se Redson tivesse nascido em um país de primeiro mundo, talvez ele fosse um Bob Dylan. Fruto do nosso subúrbio operário ele só poderia cantar numa banda chamada Cólera. Ainda bem.

sábado, 7 de junho de 2014

Mysteriis - Devilution Architecture - 2005



Banda: Mysteriis
Album: [D]evilution Architecture (split with Agaurez)
Genero: BLACK METAL
Origem: Rio de Janeiro - Brazil
Ano: 2005

Membros:
Agares - Vocals
Mantus - Guitars
Agramon - Guitars
Satanachia - Bass
Ishum Erra - Drums

Faixas:
01. Inversion [intro]
02. Merciless Murder Order
03. Odium Manifesto
 
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Mysteriis - Devilution Architecture

Notas:
Split cd com a banda Agaurez.
Nunca foi lançado.
Nesse arquivo você só encontrara as musicas do Mysterii, pois não consegui acha as musicas do Agaurez. Se alguém conseguir fique a vontade para nos falar.

Mysteriis - Stigmati Diaboli - DCLXVI - 2004 - Reupado


Banda: Mysteriis
Album: Stigmati Diaboli - DCLXVI
Genero : BLACK METAL
Origem : Rio de Janeiro - Brazil
Ano : 2004

Membros:
Agares - Vocals
M.Mantus - Drums
Agramon - Guitar
Satanachia - Bass

Faixas:
1.The Omen
2.Break The Cross
3.Wallachia's Fury
4.Gehennah
5.Book Of Lies
6.Scorn With Own Blood
7.Marching And Bleeding
8.Evol (Luciferian Prelude)
9.The Time Has Come To End Of The Age Of Christianit
10.DCLXVI - Outro


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Mysteriis - Stigmati Diaboli - DCLXVI - 2004

Notas:
Nunca foi lançalo.
Em 2003 Foi entregue para a Demise Records, mas nunca lançado devido a problemas contratuais com o Selo.

No entanto mais tarde vazou na internet.

GORE - Consumed by Slow Decay - 1996 - REUPADO


Banda: GORE
Album: Consumed by Slow Decay
Local: SÃO GONÇALO - Rio de Janeiro
Gênero: SPLATTER Gore Grind
Ano: 1996

Membros:
Robot - Bass, Vocals
Morto - Guitar
Victor - Drums

Faixas:
1. Fetus Jejunii 03:23
2. Incomplete Evacuation 00:29
3. Hysterical Extraction Of Facial Tissue 00:48
4. Intestinal Pestilence 02:47
5. Dissimultated Incubation And Maximum Infection 01:19
6. Phlatulent Manifestation Of Alcaligenes Faecalis 00:53
7. Exposed Guts 01:21
8. Syndrome Of Intensive Regurgitation 00:13
9. Attenuated Mutant Worms 01:15
10. Inquisitive Corporeal Recremation 00:16
11. Unfinished Radiation 03:22
12. Frenetic Fetishism For Human Pieces In Decompsition 01:36
13. Human Limbs Mutilated 00:13
14. Circle Of Suffocation 01:39
15. Cannibal Zoophilism With Extreme Sexual Aberration 03:19
16. Consummated Cancer 00:35
Total playing time 23:28




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                      GORE - Consumed by Slow Decay - 1996

NOTAS:
Gore é uma banda de goregrind doente típico em exulcerações, Dead infecção ou veia Regurgitate.
A banda teve algumas demos antes do lançamento deste álbum de estréia, provavelmente de uma forma muito sangrenta, mas eu não tive a oportunidade de ouvi-los ...
Aqui está um verdadeiro resultado "profissional", com composições eficaz e clara, a produção de um bom som, cativante, moagem e matérias-primas: com um trabalho de guitarra surra, variou bastante ryhtms (ultra-rápido, midtempo ou lento), grotescamente vocais campo-frequência (maravilhosa angustiante efeitos vocais) ... Alguns belos solos de guitarra melódicos mórbida mesmo pop-up brutal entre partes primitivas de vez em quando! Novamente, o isreal bom som, as introduções não são muito chato, e muito bem apanhada (The Texas Chainsaw Massacre), uma obra de arte doente e letras encharcadas de sangue ...
Este cd é muito difícil de encontrar, mas é uma obra-prima no gênero Goregrind, se você encontrar uma cópia deixou em qualquer lugar ...
Não hesite!

Ratos de Porão - Século Sinistro - 2014


BANDA: Ratos de Porão
ALBUM: Século Sinistro
GÊNERO: Hardcore/Punk, Thrash Metal/Crossover
LOCAL: SÃO PAULO
ANO: 2014

Membros:
Jão - Guitars
João Gordo - Vocals
Boka - Drums
Juninho - Bass

Faixas:
1.     Conflito Violento     03:21
2.     Neocanibalismo     02:43      
3.     Grande Bosta     03:15    
4.     Sangue & Bunda     02:14    
5.     Século Sinistro     01:47
6.     Jornada para o Inferno     03:21    
7.     Prenúncio de Treta     02:46    
8.     Stress Pós-Traumático     03:02    
9.     Viciado Digital     02:15
10.     Boiada pra Bandido     03:24    
11.     Progreria of Power (Anti-Cimex Cover)     01:10    
12.     Puta, Viagra e Corrupção     02:21    
13.     Pra Fazer Pobre Chorar     02:26    
total:      34:05    
 

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Ratos de Porão - Século Sinistro

Notas:
As 13 faixas do trabalho, pesadíssimas e tocadas na velocidade característica da banda, não decepcionam. Em relação aos trabalhos anteriores, uma das principais diferenças de "Século Sinistro" talvez seja a forte influência do heavy metal. "O [baterista] Boka e o [baixista] Juninho chegaram com essa influência do disco novo do Corrosion. Essa coisa meio Black Sabbath", conta Gordo, citando o último disco, autointitulado e lançado em 2012, da banda californiana Corrosion of Conformity. "Mas as músicas que eu e o [guitarrista e fundador da banda] Jão fizemos já não têm isso. A gente é resistente, quer tocar rápido."

Outro diferencial é a qualidade sonora. Gravado em formato analógico no estúdio Family Mob, em São Paulo, o disco traz um som limpo, com todos os instrumentos e vocal marcando presença de forma nítida. "Gravar em analógico é um lance que faz parte do Ratos. Até porque cria uma sonoridade única. Eu, particularmente, saí bem contente da gravação", diz o guitarrista Jão. "A gente é uma banda do século passado e gosta de gravar de um jeito analógico. Não consegue se acostumar com esse som digital, metálico de alumínio, que existe hoje", completa Gordo.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Patria – Individualism (2014)

BANDA: Patria
ALBUM: Individualism
ANO: 2014
LOCAL: Carlos Barbosa, Rio Grande do Sul
GENERO: Black Metal
Site: https://www.facebook.com/blackmetalpatria

Formação:
Triumphsword: Vocals
Mantus: All instruments

FAIXAS:
01. Individualism
02. Blood Storm Prophecy
03. Uncrowned God Of Light
04. Outrage
05. Orphan Of Emptiness
06. Far Beyond The Scorn
07. Catharsis
08. Epiphany
09. Your Rotten Heart Dies Now
10. God’s Entombment
11. Requiem For The Ego


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Patria – Individualism (2014)



 ou o alternativo:


Notas:

E mais uma vez, os reis do Black Metal brasileiro voltam à carga. Sim, o PATRIA, uma das bandas mais ativas do cenário Black Metal nacional, mostra mais uma vez as garras, soltando seu novo trabalho, "Individualism", pelo selo norueguês Indie Recordings (lar de bandas como KRÅKE, ISKALD, KAMPFAR e outros ótimos nomes do cenário). E cada vez que acreditamos que eles chegaram ao ápice, eles nos surpreendem mais uma vez em algum aspecto.

Desta vez, o grupo preferiu dar uma bela limpada na gravação, e isso acabou ajudando os timbres da banda a ficarem em maior evidência sem descaracterizar o trabalho já tradicional do grupo, que também se mostra mais solto e maduro. Apesar de sólido, coeso, ora rápido (naquela velocidade não exagerada que já conhecemos), ora mais lento e mórbido, podemos ver que os timbres de guitarra foram muito bem sacados (não adianta: Mantus é o rei das seis cordas no Black Metal no Brasil), os vocais ásperos estão mais bem encaixados nas canções e a dicção melhorou muito (Triumphsword está entrando no time dos melhores vocais do gênero a termos mundiais).

A produção do disco é um espetáculo à parte. A produção ficou nas mãos da dupla mesmo, além de terem Leandro Debenetti cuidando da gravação e mixagem, feitas em Carlos Barbosa (RS), mas a masterização foi feita pelas mãos de Øystein G. Brun (ele mesmo, a mente por trás do BORKNAGAR e CRONIAN) nos Silver Soundscapes Studios, em  Garnes/Hordaland (na Noruega), e podemos dizer que a sonoridade do grupo, como descrito acima, está em um patamar acima dos discos anteriores, soando pesado, coeso, mas bem claro em cada aspecto, dando refinamento ao trabalho da banda. A arte da capa, feita por Costin Chioreanu (que já fez trabalhos para GRAVE, DARKTHRONE, KROW, e também fez a arte de "Nihil Est Monastica", disco anterior do PATRIA) ficou ótima, mais uma vez um misto entre elementos mais simples com esmero nos traços.

O PATRIA, mantendo os pés firmes em suas raízes musicais, deu uma amadurecida em seu trabalho, mostrando o porquê do respeito que seu nome inspira no Metal extremo nacional, e mesmo no intervalo de apenas um ano entre um disco e outro, a banda continua galgando degraus mais e mais. E nesse disco, a banda deu uma maior importância aos arranjos mínimos de suas canções, indo em direção a um futuro extremamente promissor. E ainda temos a presença do baterista Abyssius (do THORNS OF EVIL e membro ao vivo do PATRIA) em "Your Rotten Heart Dies Now" e Fabiano Penna (produtor musical, ex-THE ORDHER e REBAELLIUN) dá uma canja na composição e arranjos da sinistra instrumental "Requiem for the Ego".

Óbvio que o disco é todo ótimo, mas podemos destacar logo de a bruta "Blood Storm Prophecy" (que segue a linha musical mais azeda e rápida do grupo, onde os vocais mostram uma dinâmica ótima), a veloz "Uncrowned God of Light" (os riffs de guitarra realmente prenchem bem a música, seja nos momentos mais cadenciados ou nos mais rápidos), "Orphan of Emptiness" (reparem como os arranjos de guitarra realmente estão bem mais refinados), a azeda "Catharsis", a alternada e mórbida "Your Rotten Heart Dies Now", e a empolgante "God's Entombment".

Mais um belíssimo trabalho do grupo, que deu um passo adiante em sua carreira gloriosa.

Créditos:
http://metalsamsara.blogspot.com/2014/05/resenha-patria-individualism-cd.html

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quinta-feira, 27 de março de 2014

Nervosa – Victim Of Yourself - 2014

BANDA: NERVOSA
ALBUM: Victim Of Yourself
ANO: 2014
LOCAL: SÃO PAULO - BRASIL
GENERO: Thrash Metal
Site http://nervosaofficial.com/

Formação:
Prika Amaral     Guitars, Vocals (backing) (2010-present)
Fernanda Lira     Bass, Vocals (2011-present)
Pitchu Ferraz     Drums (2013-present)

FAIXAS:
01.Intro
02.Twisted Values
03.Justice Be Done
04.Wake Up And Fight
05.Nasty Injury
06.Envious
07.Morbid Courage
08.Death!
09.Into Moshpit
10.Deep Misery
11.Victim Of Yourself
12.Ur¢nio Em Nãs

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Nervosa – Victim Of Yourself - 2014


NOTAS:
Mantendo intacta a sonoridade apresentada no EP, e ainda mais brutal e técnica, a banda nos brinda com uma sonoridade bem agressiva e old school, remetendo a nomes como SLAYER, EXODUS, KREATOR e DESTRUCTION. A única coisa mais atual aqui é a excelente qualidade de gravação do material, produzido por Marcello Pompeu, e mixado e masterizado por Heroes Trench, no Mr. Som.
Durante todo o interregno do álbum, as garotas não dão sossego ao ouvinte, com uma pedrada atrás da outra, desde a “Intro” (tenebrosa e tensa como o estilo exige) até o encerramento, com a ultra-brutal “Urânio em Nós”.

Novamente as guitarras de Prika Amaral dão um show de riffs aqui (os solos continuam raríssimos), com ótimas levadas que as vezes até nos remetem ao death metal; assim como Fernanda Lira, que além de ser uma baixista de muita qualidade (repare, por exemplo, em “Wake Up and Fight” toda sua técnica), continua cantando muito, lembrando os bons tempos do grande Chuck Schuldiner (DEATH, CONTROL DENIED), na fase do disco "The Sound of Perseverance".

Em relação às faixas, os destaques ficam para “Twisted Values”, “Justice Be Done”, “Nasty Injury” e “Death”, que mostram que não é a toa a grande repercussão que a banda vem obtendo tanto no Brasil quanto no exterior (inclusive, conseguindo um contrato com uma das grandes gravadoras do estilo – Napalm Records - para lançamento do álbum na Europa).

Sem dúvida um dos grandes discos de thrash metal de 2014, e que coloca a NERVOSA dentre as grandes bandas do estilo na atualidade. Por isso, fica a dica: deixe os “mimimis” de lado, e confira o disco sem preconceitos, pois se você curte thrash, feito com paixão e qualidade, dificilmente irá se arrepender!


domingo, 9 de junho de 2013

Unearthly - Baptizing the East in Blood - 2013


BANDA: UNEARTHLY
ALBUM: Baptizing the East in Blood
ANO: 2013
LOCAL: RIO DE JANEIRO - BRASIL
GENERO: BLACK DEATH METAL

FAIXAS:
01. 7.62
02. Baptizing in Blood
03. Murder The Messiah
04. My Fault
05. Flagellum
06. Osmotic Haeresis
07. Revelations Of Holy Lies
08. Orgy Of Flies
09. Insurgency
10. Black Sun
11. Age Of Chaos
Formação:
F. Eregion – Vocal/Guitarra
Vinnie Tyr – Guitarra
M. Mictian – Baixo
B. Drummond – Bateria

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Unearthly - Baptizing the East in Blood

NOTAS:
Gravado na cidade de Voronezh, na Rússia, durante a tour que o grupo realizou por vários países do Leste europeu, sempre acolhidos calorosamente pelos fãs de Metal daquelas bandas, mostrando sua música intensa, técnica, agressiva e com toques musicais bem particulares que um bom ouvinte poderá perceber na hora. Mas é preciso ter ouvido treinado para perceber.
A produção é de Felipe Eregion, sendo que a mixagem e pós-produção sonora é de Luiz Freitag e Fernando Campos (feita no Estúdio AM, no RJ), e podemos garantir uma coisa: é coisa de alto nível, com os instrumentos  claros e bem audíveis, especialmente a bateria (reparem como as sonoridades de pratos e bumbos estão ótimas), isso sem obliterar o climão "live" do trabalho. O trabalho gráfico, feito em partes por Felipe Eregion, M. Mictian e Marcelo Vasco ficou muito bem trabalhado e belo, antenado com a proposta sonora do trabalho, e no encarte, encontramos toda a ficha técnica e fotos dos shows, um recurso que anda meio que em desuso no Metal, mas que aqui foi resgatado dignamente.
Em termos musicais, o CD arrasa!
O repertório foi muito bem escolhido, dando ênfase óbvia a 'Flagellum Dei', seu último trabalho de estúdio (que estava sendo divulgado na tour onde este CD foi gravado), com as ótimas '7.62' (matadora e veloz, com ótimos vocais e trabalho de guitarras), 'Baptizing in Blood', a mais cadenciada e bruta 'My Fault' (com ótimos solos, usando bastante o pedal "whah-wah"), 'Flagellum', 'Osmotic Haeresis', 'Insurgency' e 'Black Sun' (reparem bem em alguns elementos de música regional brasileira aqui), mais três faixas do 'Age of Chaos', que são 'Revelations of the Holy Lies', 'Murder the Messiah' e a arrasadora 'Age of Chaos', além de uma versão personalizada de 'Orgy of Flies', do SARCÓFAGO, com a devida dedicatória: "Fathers of Black Metal". A ausência de músicas de seus dois primeiros discos ('Infernum - Prelude to a New Reign' e 'Black Metal Commando') é evidente, mas isso não tira o brilho e méritos do CD (que poderia ser duplo, triplo, etc).
Enfim, um ótimo disco, um aperitivo para o DVD que sai em breve, e que vai deixando claro que, a cada passo dado pelos 'Brazilian Devils', o sucesso e reconhecimento são apenas questão de tempo, e pelo que podemos ver, a contagem regressiva para tanto está chegando ao fim...

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Patria - Nihil Est Monastica - 2013






Artist Patria
Album Nihil Est Monastica
Genre Black Metal
Country Brazil
Released 2013
Format MP3
Quality CBR 256 kbps

MEMBROS

Triumphsword - Vocals
Mantus - Guitars, Bass, Drums



Faixas
1. Nihil Est Monastica
2. Conquering Death's Palace
3. Dark Cosmic Legend
4. Nyctophilia
5. Ravens Almighty
6. Altar
7. Sacro Vale dos Encantos
8. Ascendent of Darkness
9. Evoking the Ancient Spirits
10. Storm Before Eternity
11. Till Death
12. The Silence of the Thrones
13. Black Vomit [Sarcófago] Bonus Track

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Patria - Nihil Est Monastica - 2013

NOTAS

Após um período muito rico no fim dos anos 90 e começo dos anos 2000, no qual o Black Metal nacional despontava várias bandas de qualidade impar na cena nacional, vivemos atualmente um certo ostracismo do estilo. Muitas das bandas do citado período são inativas ou inexistem atualmente e, com algumas exceções, o que surgiu de lá pra cá não chama mais tanta atenção de público e mídia. Nem sempre isso é ligado ao fator musical, mas também à falta de estrutura ou desinteresse das bandas e até de selos em promover os lançamentos além daquele círculo de amigos, o que aos poucos vai enfraquecendo a cena do estilo que já é sofrida por si.
Mas, como dito, há exceções, tanto em termos qualitativos, quanto promocionais e sem dúvida o Patria é uma destas. Tanto o é que, mesmo tendo apenas cinco anos de atividade, a banda já é o maior nome atual do Black Metal nacional.
Musicalmente, a banda nunca ousou e este novo álbum não é diferente disso. Nihil Est Monastica é puro Black Metal aos moldes do estilo praticado na Noruega nos anos 90, com influências de nomes como Gorgoroth, Carpathian Forest, Darkthrone, e até mesmo Borknagar de seu longínquo primeiro álbum. Ou seja, o som é cru, com vocais esganiçados e expande a qualidade técnica da banda já mostrada anteriormente em Liturgia Haeresis.
Os riffs de Mantus (Mysteriis) são sem dúvida destaque no álbum, assim com as mudanças de andamento. Somente os vocais de Triumphsword que perdem mesmo um pouco o brilho por conta do efeito neles aplicado em todas as faixas do álbum, mas deixo claro que não são desinteressantes por tal.
Entre as músicas, destaque para a variada Nyctophilia, Ravens Almighty, com ótimas mudanças de andamento, Sacro Vale dos Encantos (Black Metal em português é mesmo muito foda!), a cadenciada Till Death e o cover de Black Vomit (Sarcofago).
Ah, a versão nacional saiu em um belo digipack que destaca o trabalho da arte de Costin Chioreanu (Aura Noir, Darkthrone, Gorgoroth, entre outras), que é simples ao mesmo tempo bela e completamente funcional.
Heverton Souza

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Andre Matos - The Turn of the Lights - 2012 - Japanese version



Banda: Andre Matos
Album: The Turn of the Lights 
Ano: 2012
Local: São Paulo - SP
Gênero: Heavy metal 

Membros:
Hugo Mariutti Guitars
Andre Hernandes Guitars
Andre Matos Vocals
Bruno Ladislaus Bass
Rodrigo Silveira Drums

Faixas:
1. Liberty 04:11  
2. Course of Life 05:40  
3. The Turn of the Lights 04:21   Show lyrics
4. Gaza 05:30  
5. Stop! 05:16  
6. On Your Own 05:40  
7. Unreplaceable 04:49  
8. Oversoul 05:30  
9. White Summit 04:00  
10. Light-Years 04:08  
11. Sometimes 03:23  
12. Wings of Reality
Also Japanese version includes bonus CD featuring the following songs:
1. At Least a Change (Viper cover)
2. I Don't Believe in Love (Queenryche cover)
3. Fake Plastic Trees (Radiohead cover)
4. 氷雨 (Japanese Enka cover)




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Andre Matos - The Turn of the Lights - 2012 - Versão japonesa

Notas:
(22 de agosto), foi lançado mundialmente o terceiro álbum solo de ANDRE MATOS. A expectativa por parte dos fãs era grande e ao mesmo tempo temerosa. O último álbum do cantor em carreira solo, "Mentalize", não obteve uma repercussão muito positiva entre boa parte dos fãs, principalmente aqueles que esperavam uma sonoridade no estilo do primeiro álbum, "Time To Be Free".
Antes de fazer uma análise técnica do álbum, deve-se pensar a forma como Andre gere sua carreira musical, seja dentro de suas bandas ou em carreira solo. Tanto no VIPER, como no ANGRA ou no SHAMAN, Matos nunca lançou dois álbuns com a mesma sonoridade.
No SHAMAN, o disco "Ritual" é recheado de sons pagãos e tribais, mesclado a vocais rasgados e agressivos, cozinha crua, direta e as sempre tradicionais influências clássicas. Em "Reason", vemos Andre utilizando um vocal mais limpo do que no disco anterior, músicas mais rebuscadas e líricas, mostrando um Shaman  mais emocional e menos técnico, sem deixar de lado os refrões grudentos e a qualidade singular do álbum anterior.
A carreira solo do cantor visivelmente estava caminhando para o mesmo lado. "Time To Be Free" talvez tenha sido um momento único de perfeição. O elo perfeito entre os estilos de Matos. Agressividade, peso e refrões grudentos? "Rio" , "Letting Go" e "Separate Ways". Baladas cativantes e pesadas? "Face The End". Lirismo contrastado com metal de primeira? "A New Moonlight" e "Endeavour". Todas as faixas se mantém em um nível de qualidade incrível e com potencial para se tornarem hits. Criatividade e inspiração em doses cuidadosamente inseridas na qualidade técnica.
No álbum seguinte, "Mentalize", Matos opta por uma atmosfera mais soturna, introspectiva. Lirismo em excesso e abuso da parte clássica ("Back To You" e A "Lapse In Time") do cantor são detectados com facilidade, porém sem em momento algum deixar a desejar. Elementos sacros, corais, introduções misteriosas ("When The Sun Cried Out" e "I Will Return") e recursos estilísticos que procuram criar um "estado de espírito" no ouvinte ("Someone Else" e "Mentalize) foram artifícios utilizados por Andre no conceito do disco. Também há músicas mais pesadas e rápidas (Don't Despair e Power Stream), que mantém o álbum no nível de qualquer outra obra musical do cantor. "Mentalize" é um álbum que considero injustiçado. A maior parte dos fãs que o despreza o faz por questão de gosto e não porque o álbum seja realmente ruim.
Como era de se esperar e levando em conta todo este diagnóstico dos parágrafos anteriores, chega a causar espécie que muitos fãs ainda esperem um "Time To Be Free 2" vindo do Tio Dedé. Se você é um deles, provavelmente ficará frustrado, da mesma maneira que os fãs do Shaman que esperavam uma nova "Fairy Tale" ficaram com o lançamento de "Reason".
Vamos ao que interessa. O conceito de "The Turn Of The Lights" é a reflexão sobre o atual momento da humanidade e como nossas ações refletem no mundo como um todo. O álbum é bem mais progressivo que os anteriores e conta com uma sonoridade moderna e revigorada, talvez pela entrada dos novos integrantes da banda, o baixista BRUNO LADISLAU e o baterista RODRIGO SILVEIRA.
A influência clássica de André nas texturas orquestrais dos pianos e teclados continua a mesma, porém com um novo tom, mais harmônico, mais aparente e com maior espaço dentro das canções.
As guitarras de Mariutti e Hernandes também obtém destaque, principalmente na base, onde aquela crueza e "sujeira" características dão lugar a uma cozinha limpa e uniforme, que consegue harmonizar com primor e singularidade tanto as canções mais pesadas quanto as baladas líricas do vocalista. A harmonia da base instrumental, o cuidado e inspiração de cada instrumentista em extrair o seu melhor nas faixas é um dos pontos altos do disco. Nenhum solo está ali por estar, o baixista faz muito mais que o "feijão com arroz" e sempre que há a oportunidade se sobressai, em complemento à canção.
HUGO MARIUTTI, como de praxe, se mostra um excelente músico, sabendo a hora de ser mais técnico e a hora de ir com calma e obter o melhor de seu instrumento, em harmonia sem quebras ou afobação em seus solos.
Andre está mais comedido no vocal, sem muitos excessos. Ele largou de vez o estilo de vocal rasgado do SHAMAN e que continuou a usar em doses homeopáticas na carreira solo e opta pelo que podemos ouvir em trabalhos mais recentes. Investe mais em seus médios, optando por agudos de maior dificuldade em raros momentos. Quem curte as mudanças de timbre de Matos dentro das canções, que provoca aquele interessante contraste, pode ficar um pouco decepcionado. Suas linhas vocais estão mais lineares e isso pode não agradar a muitos. O vocal está excelente como sempre, mas se tratando de Matos, ser excelente é quase que um requisito básico exigido pelos fãs, que esperam o vocalista surpreender com novos malabarismos vocais e notas sobre-humanas. Acredito que pelo conceito do álbum e também pela idade de Matos, cantar em tons extremamente agudos seria como dar um tiro no próprio pé.
O disco como um todo soa homogêneo e com faixas bem distribuídas entre músicas pesadas e baladas. Nas canções pesadas é menos agressivo e direto que "Time To Be Free" porém mais acessível que "Mentalize". Nas baladas não possui refrões tão grudentos e pegajosos quanto as do primeiro álbum, no entanto não abusa do lirismo e hermetismo do segundo.
Músicas cativantes e de nível indiscutível é o que se encontra neste terceiro disco do ANDRE MATOS. Uma banda madura, que une toda a sua experiência no cenário sem se acomodar no próprio sucesso. Um power/heavy metal de primeiríssima qualidade recheado de sonoridades modernas, recursos estilísticos criativos e toda a bagagem vocal e sinfônica de Matos em um único álbum.
Destaques para a faixa-título,"Course of Life" e "Unreplaceable".